sábado, 24 de dezembro de 2011

So this is Christmas...

Acho que nos últimos 10 eu tenho preferido mais as festas de ano novo do que as de Natal. Há muito tempo que não consigo resgatar o clima natalino e sentir da mesma forma quando eu era criança. Quem sabe isso vai acontecendo com todo mundo ao passar dos anos.

O que mais me deixava feliz eram as poucas luzes de Natal da cidade, não era igual hoje em dia que por qualquer 10 reais você compra uma caixa com 100 lâmpadas. Também nunca fui uma criança que ganhava mais de um presente no final do ano. Hoje, dar presentes, parece que virou uma banalidade. Era feliz com o pouco que era oferecido e me sentia mais feliz do que qualquer outra época do ano.

Nos dias de hoje, a única coisa que me resgata esse sentimento é a música "Happy X-Mas" do John Lennon. Aí veio a Simone, regravou a música e me tirou a única coisa boa do Natal.

Ainda vale a pena escutar a música Happy X-mas todo ano, por mais que na hora lembre a Simone começando com "Então é Natal...". Ela tem uma mensagem intrínseca que nenhuma outra canção de natal possui. A música trás um sentimento de esperança e paz, mas também de arrependimento.



FELIZ NATAL!!!


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Era uma vez, a bruxa de Blair…


Há 12 anos, o filme “A Bruxa de Blair”(The Blair Witch Project, 1999) estreava no mundo inteiro depois do hype da divulgação do filme. Os produtores, muito espertos, fizeram o máximo para que as pessoas acreditassem que as imagens fossem reais e conseguiram. Antes da estréia no cinema, o documentário “The Curse of Blair Witch” foi transmitido na TV americana, onde o testemunho de parentes e amigos das “vítimas” da bruxa deixava tudo mais convincente. Na estréia do filme outra surpresa, o orçamento do filme de míseros 20 mil dólares teve lucro de mais de 100 milhões de dólares, apenas nos Estados Unidos, na primeira semana de exibição. Então, aí nascia um novo sub-gênero de filmes de terror: os “mockumentaries” ou pseudodocumentários. Enredos elaborados de forma mais real possível, usando câmeras portáteis que sacodem o tempo todo e colocando o espectador no ponto de vista do personagem.

Eu considero que tive a sorte de assistir A Bruxa de Blair no cinema. Na época, com internet discada, era quase impossível assistir um trailer pra saber do que um filme se tratava. Eu fui no embalo de amigos que diziam que era o filme era o mais assustador que já existiu. No começo do filme eu não estava entendendo muito, não sabia se o filme já tinha começado, ou se aquilo era algum recurso que o cinema resolveu colocar antes de iniciar o filme. Quando as luzes acenderam, eu ainda não estava certo do que tinha visto, mas sabia que tinha adorado. No caminho de volta para casa, a minha ficha caiu e, por um instante, percebi que nunca tinha sentido tanto medo.

O gênero terror sempre foi meu preferido desde criança. Meu desafio era assistir todos os filmes da seção de terror da vídeo-locadora, mas de todos os filmes de terror que já tinha visto, eu nunca achei um que realmente me deixasse com medo. Isso veio acontecer apenas com o surgimento dos mockumentaries.

Apesar da grande leva desse sub-gênero nos últimos anos, apenas em 2007 pude ver algo parecido, com o filme “O Extermínio 2” (28 Weeks Later). No filme, há uma cena que se passa em um túnel abandonado do metrô de Londres, recriando a mesma tensão ao deixar o espectador se guiar pelos sons e pela imagem escura da tela. Em 2008, a experiência da A Bruxa de Blair foi resgatado com o filme “Cloverfield”, que, infelizmente, na minha opinião deixou bastante a desejar. Na metade do filme é revelada a criatura que estava perseguindo as pessoas pela cidade, a partir desse ponto, o filme passa a não ter graça e o medo psicológico do desconhecido vai totalmente embora.

Também em 2008, os espanhóis vieram com o filme “[REC]”. O filme na verdade foi lançado em 2007, mas por falta de divulgação e por se tratar de um filme estrangeiro, o reconhecimento dele só veio apenas um ano depois. Em [REC], os criadores misturam o pânico e a desordem dos filmes de zumbi com a essência de A Bruxa de Blair. Logo depois do grande sucesso do filme, veio a sequência “[REC] 2”. Em minha opinião, a continuação é tão boa quanto o primeiro filme. Trata-se de uma continuação direta e retoma o filme exatamente da onde parou e, ainda na continuação do filme, temos revelações que fazem a história ficar bem mais clara. Até então, quando vi [REC], eu não tinha visto nada mais assustador quanto esse filme, especialmente pela cena final. Logo depois, surgiu o remake Hollywoodiano chamado “Quarentena” (Quarantine, 2008). Por esse remake, a única coisa que não tenho por ele é respeito, eles simplesmente recriaram o [REC] cena por cena. Apenas é uma versão medíocre de um filme ótimo, feito para americanos alienados que não conseguem admirar um filme vindo do estrangeiro.

Durante a mesma época, o filme “Atividade Paranormal” (Paranormal Activity, 2007) surgia para ficar no limbo por exatos dois anos. O filme teve sua história de produção bem similar com A Bruxa de Blair, orçamento baixo, divulgação no boca a boca e lucro de milhões na semana de estréia. O filme só acabou indo parar nos cinemas após as ínfimas exibições, onde os espectadores disputavam ingressos a tapas para conseguir ver o filme. Em 2009, a Paramount comprou os direitos e colocou em exibição no mundo inteiro, sendo sucesso imediato. Aproveitando o sucesso do filme, logo apareceram o “Atividade Paranormal 2” e “Atividade Paranormal 3” e, pelo que parece, ainda não para por aí, pois para 2014 já está planejada a estréia do quarto filme. Quando eu assisti ao primeiro filme da franquia, o filme ainda não tinha sido lançado no mundo inteiro, mas cópias ilegais começaram a circular pela internet. Admito que, até então, tinha sido o filme que mais me deu medo, mesmo após dias, qualquer barulho que eu escutava me dava medo. Depois de um mês de ter assistido a cópia ilegal, o filme foi lançado no cinema com o final original, até então desconhecido por quem tinha baixado da internet. Com isso, fez muitos, como eu, irem ao cinema apenas para ver o final original e que, realmente, fez toda a diferença para o filme. Infelizmente me decepcionei com a sequência, achei todos os sustos repetidos e não mostrava nada de novo. O terceiro filme da franquia, depois da decepção do segundo, eu não tive tanto interesse de assistir.

Recentemente, dois filmes me conquistaram e ganharam admiração. “Grave Encounters” (sem título em português, 2011) e “A Casa” (La Casa Muda, 2010). Com o passar dos tempos, geralmente os filmes ficam repetitivos, perdem a graça e acabam não passando emoção alguma. No caso desses filmes, realmente não há nada de novo, mas o terror psicológico é tão elevado que não tem como não considerar um dos melhores desse sub-gênero. O filme Grave Encounters acabou sendo sufocado pelo sucesso de Atividade Paranormal, o que é uma pena, já que o filme é bem superior à franquia de AP. Os produtores de Grave Encounters passaram mais de um ano atrás de um estúdio grande para o lançamento, o que não aconteceu. Foi lançado diretamente em DVD em Novembro de 2011. O filme conta sobre um grupo de especialistas em fantasmas, que possuem um programa na TV com o mesmo título do filme. Eles recebem o desafio de ficarem trancados em um manicômio desativado, por uma noite inteira, registrando todos os acontecimentos paranormais. O clima de suspense do filme já é criado nos primeiros minutos da rolagem, depois é como uma montanha russa sem fim, que você implora para descer. Em “A Casa”, o filme já se torna interessante por ser dos nossos vizinhos uruguaios, ter sido filmado com uma câmera fotográfica e em uma única tomada. O clima de terror do filme se torna tão sufocante e agoniante, que para mim foi impossível assistir sem que, a cada 2 minutos, eu apertasse o pause para respirar um pouco. O final pode decepcionar um pouco, mas não deixa de ser interessante. Dos 85 minutos do filme, pelo menos, 40 são de tensão e sustos desenfreados.



Outros filmes que recomendo para quem se interessar por pseudodocumentários são: “O Último Exorcismo” (The Last Exorcism, 2010) e “The Tunnel” (sem título em português, 2011). Ainda que, eu não tenha gostado tanto do O Último Exorcismo, eu penso que vale a pena pelo enredo e cena final. Já o The Tunnel, acaba cometendo o mesmo erro do Cloverfield, embora seja infinitamente melhor. O interessante do The Tunnel está na produção, em que você pode comprar 1 frame do filme por 1 dólar. O filme foi em uma direção totalmente contrária de Hollywood, lançando o filme primeiramente por torrent.

Outro pseudodocumentário que assisti hoje, para poder escrever esse post, foi Apollo 18. Além de ser o pior filme do sub-gênero que já assisti, foi um dos piores filmes que vi na minha vida. Para quem gosta de astronomia como no meu caso, o filme se torna interessante pelas imagens que eles criaram, realmente fazendo acreditar que o filme foi rodado na lua. Mas o enredo é fraco, não há sustos, os atores são péssimos e o clímax é insignificante. Ou seja, não assista.

Notas que dou para os filmes que citei:

A Bruxa de Blair 4/5 – Apesar de ter criado o gênero, nos dias de hoje o filme é fraco.
Extermínio 2 4/5 – O primeiro filme também é muito bom, mas ainda prefiro o segundo.
A Casa  5/5
Atividade paranormal 5/5
Atividade Paranormal 2 2/5
Grave Encounters 5/5
Cloverfiled 2/5
[REC] 5/5
[REC] 24.5/5
Quarantine 1/5
The Tunnel 3/5
The Last Exorcism 3/5
Apollo 18 1/5

domingo, 11 de dezembro de 2011

On a clear day you can see forever, and ever and ever more…

Até hoje só aconteceu uma vez comigo, escutar um CD pela primeira vez na vida e sentir saudades e nostalgia como se conhecesse aquelas canções a minha vida inteira. Foi o que aconteceu quando escutei a gravação do elenco de 1965 da Broadway, do musical “On a Clear Day You Can See Forever”. Eu conseguia visualizar imagem, cores, som e até sentir o cheiro de algo que nunca tinha vivido. Me fez pensar em vidas passadas e estranhamente o musical fala sobre vidas passadas. Desde então o “On a Clear Day” é um dos meus musicais favoritos e hoje depois de 46 anos o musical reabre na Broadway, com cara nova e parecendo que tem tudo para dar certo.

A história fala de Daisy Gamble, uma florista com percepção extra-sensorial que conversa com as flores e é uma fumante compulsiva. Ela resolve buscar ajuda com um psiquiatra, o Dr. Mark Bruckner, que usa a hipnose no tratamento, levando-a para vidas passadas. Quando Daisy atinge o século XIX, ela assume a personalidade da Melinda, por quem o Dr. Bruckner se apaixona e por sua vez, Daisy se apaixona pelo médico.  

O musical foi adaptado para o cinema em 1970, com a direção de Vincente Minnelli e contando com a Barbra Streisand e Jack Nicholson no elenco. O filme foi um fracasso de bilheteria pois os musicais não estavam mais em alta. Houve planos de uma versão “roadshow” com 3 horas de duração, mas 40 minutos do filme foram cortados, deixando a maioria das cenas do Jack Nicholson de fora. No ano de 2000, o musical abriu pela primeira vez em Londres. Enquanto isso, em Nova York, o musical fez parte do Encore!, um programa que todo ano apresenta, de forma completa, musicais que raramente são vistos na Broadway. No elenco do Encore! estava Kristin Chenoweth, Peter Friedman e Roger Bart.



No dia 12 de Novembro de 2011, a versão revisada do musical começou com seus ensaios abertos, na qual tive já oportunidade de escutar como ficou. Geralmente eu tenho uma inclinação a não gostar de modificações que fazem em musicais que gosto, mas essa nova revisão veio com uma grande surpresa. Além de ter o Harry Connick Jr. no elenco, a personagem principal Daisy virou David! Na nova versão, como na antiga, o Dr. Bruckner acaba se apaixonando pela Melinda, mas que agora é a vida passada de um gay totalmente flamboyant. O ponto interessante da nova versão é que até então, o Dr. Bruckner, um hétero que, já foi casado duas vezes, se vê apaixonado pela forma feminina de David.  Nessa nova versão revisada, uma ou outra música da versão original foi cortada, mas assim dá entrada para músicas que foram escritas especialmente para o filme. No geral, eu gostei em tudo da nova versão, o que me faz querer sair correndo daqui e ir para Nova York assistir muitas e muitas vezes.


Ninguém canta melhor a música título do que a Barbra Streisand:


Trechos da versão original da Broadway com a maravilhosa Barbara Harris:


Comercial da nova versão:


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Glee – A série que deveria ter parado na primeira temporada

Quando comecei a ver Glee fiquei empolgadíssimo por ser uma série que a meu ver era voltada a quem curtia musicais. O que me pegou de jeito logo no episódio piloto foi a escolha da música “Don't Stop Belivin'” que eu sempre amei. Também as referências de outros musicais também foram ponto fundamental pra eu assistir. O enredo apesar de ser totalmente clichê e previsível também divertia. Semana por semana esperava ansioso para que as novas músicas vazassem na internet e esperava até de madrugada o episódio cair na internet pra assistir logo. Foi assim durante a primeira temporada inteira.

O primeiro episódio da segunda temporada começou bem, adorei a adição da personagem da Sunshine Corazon. Mas com o segundo episódio tributo a Britney, o meu conceito com a série foi lá em baixo. Estava claro que os roteiristas não estavam levando a sério mais, já que o produtor descobriu o grande caça níquel que é a série apenas nas vendas de música. Antes do episódio Britney/Brittany ir ao ar, eu ouvi sem parar as músicas porque realmente tinha gostado das versões. Após o episódio eu passei a não suportar as versões, o que vi no episódio foi tão digno de repulsa que não conseguia acreditar no que tudo aquilo que eu amava tinha se transformado. Na segunda temporada eu diria que dá para salvar uns quatro episódios no máximo. A adição dos The Warblers que muitos consideram o ponto alto da segunda temporada de Glee, em minha opinião só deixou ruim o que poderia estar indo bem. Todas as músicas cantadas por eles estão cheias de auto-tunes e soa horrível para os ouvidos, e a atuação do Darren Criss é sempre forçada cheia de caras e bocas deixando ele com uma aparência abobalhada.

O enredo pós primeira temporada começou a decair. Tudo parece confuso e não fazer sentindo. O que parecia é que a cada episódio tinha uma participação especial que não acrescentava em nada, apenas ofuscava quem já estava na série. Quem era personagem secundário, ficou mais secundário ainda. (Pobre Tina!) A Sunshine Corazon, que e foi interpretada pela cantora Charice, parecia que tinha vindo pra ficar, até sumir e aparecer mais a frente pra cantar um solo. A única personagem que realmente achei que tinha chegado e deveria ter ficado foi a da professora substituta feita pela Gwyneth Paltrow, o Glee precisava de um personagem engraçado e carismático. Enquanto isso, a participação do John Stamos foi pobre e sem sentido durante todos os episódios que ele fez parte, o elenco já era grande e não conseguiam dar muita ênfase em todos. A Rachel conseguiu ser mesquinha, sem sal e cheia de problemas que nenhuma adolescente hoje em dia tem. Por esse motivo não consigo ver mais a Lea Michelle com os mesmos olhos. Outro dia escutando a trilha do Spring Awakening percebi que os vocais dela eram bem melhores uns anos atrás. A Sue, por quem me apaixonei desde o primeiro episódio, perde o brilho toda vez que ela se revolta depois de passar um episódio boazinha. É como se não tivesse uma continuidade psicológica para o personagem, toda narrativa da série ficou efêmera. A Tina que no início tinha um lugar certo e firme na série passou a não existir, a não ser para ser aquela que deixou o namorado paraplégico para ficar com um dançarino saradão. O Finn começou tapado e vai sair do McKinley High tapado. Até o Mr. Schue tá perdendo a essência e o destaque na série. O roteiro não está ajudando nenhum personagem que foi criado.

Eu particularmente quero ter só a lembrança da primeira temporada, a única que comprei em blu-ray, e as outras não pretendo ter nem em DVD. Ao menos que apareça uma promoção do tipo R$39,00 pela temporada completa.


Pontos altos da série:

- Mash-ups como “Halo/Walking in the Sunshine” e “Open Your Heart/Borderline".

- Versões de “Just the Way You Are”, “Marry Me”, “A House Is Not A Home”, “One Less Bell to Answer/A House Is Not a Home”, “There's a Light (Over At The Frankenstein Place)”, “Last Christmas” e “My Life Would Suck Without You” que ficaram melhores que as originais.

- Kurt cantando showtunes como “Rose’s Turn”, “As If We Never Said Goodbye”, “Don’t Cry For Me Argentina” e “Some People”.

- Quinn cantando. Pode não ter uma voz forte, mas é a mais voz mais bela.

- A subtrama do Dave Karofsky na segunda temporada.


Pontos baixos:

-Maior parte das cenas musicais se passarem nos lugares de sempre. Geralmente é na sala de ensaio, vai alguém perto do piano querendo mostrar “é assim que eu faço”, todo mundo observa por 1 minuto depois participam cantando e dançando.

- O excesso de músicas em alguns episódios.

- Dublagem das músicas mal feita. Achei que eles melhorariam na segunda temporada, mas sempre pareceu muito falso.


O ridículo:

- A “homenagem” ao Justin Bieber, e ainda os meninos usando as mesmas franjinhas.

- Episódio da Britney Spears, sem comentários.

- Rachel e Mercedes disputando destaque, e no final sempre acabando num abraço.

- Músicas entrarem na série só por “modinha”, e não fazerem diferença alguma pro episódio.

- Finn cantando "I'll Stand by You" para um ultrassom.

- Fazer o reality show “The Glee Project” pra adicionar dois personagens que vão ser meros secundários e não adicionam nada na série.


Melhores episódios:

1x01 – Pilot: Essencial pra quem quer começar a ver a série. Mas recomendo só a versão completa.

1x07 – Throwdown: Pelo que percebo uma maioria acha o episódio fraco, mas achei consistente e com um final bonito. Tem as minhas músicas favoritas “No Air” "You Keep Me Hangin' On" e "Keep Holding On".

1x15 – The Power of Madonna: Só pelo fato que “Like a Virgin” foi bem dirigida, musicalmente bem encenada, já vale a pena!

1x16 – Home: Não poderia ter episódio melhor para seguir a Madonna. O uso das músicas “A House Is Not A Home” e “One Less Bell to Answer/A House Is Not a Home” foram fundamentais para o clima do episódio, e as cenas realmente parecem que foram tiradas de um musical.

1x22 - Journey to Regionals: Episódio perfeito para terminar a temporada. O mash-up de "Any Way You Want It/Lovin', Touchin', Squeezin'" faz valer a pena o episódio inteiro.

2x08 – Furt: Provavelmente meu episódio favorito até então de toda série. Escolhas perfeitas nas músicas, enredo envolvente e emocionante.

2x21 – Funeral: Adoro episódios que mostra o lado humano da Sue. “Pure Imagination” foi uma das melhores escolhas que o produtor fez.

3x05 – The First Time: Só pelas músicas do West Side Story já seria o suficiente pra deixar o episódio bom. Ainda duvido que a terceira temporada pode ficar melhor do que isso, mas quem sabe ainda eu me surpreenda.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Estadunidense, palavra feia que não deveria ser usada

Ainda me deparo, principalmente na internet, com pessoas que insistem em dizer que a palavra “Americano” é errada pra falar de uma pessoa nascida nos Estados Unidos da América. Um grande exemplo é entrar na Wikipedia em Português em um artigo sobre algum filme rodado nos Estados Unidos. O artigo sempre vai começar com “...é um filme estadunidense”. No mesmo momento que leio isso, eu sinto uma aflição e dá vontade de corrigir o artigo. Não quero dizer que o uso do termo “estadunidense” seja errado, mas para quê usar uma palavra tão feia, sendo que existe outra amplamente usada que está tão certa como essa?

Às vezes acho que é complexo de inferioridade de brasileiro que ainda continua indo no McDonalds, tomando Coca-Cola e seguindo moda americana, mas tem orgulho de dizer que também é americano, pois nasceu em uma das Américas. Para mim é simples, tudo se trata de signo linguístico. Primeiramente que a palavra “Americano” poderia ser tranquilamente ser considerada uma palavra homógrafa, que tanto pode significar “nascido nos Estados Unidos” ou “nascido em um das três Américas”. O nome da nação “Estados Unidos da América” tem várias formas de se chamado em inglês devido à extensão do nome. Uns chamam de United States, alguns de The USA, The US, ou mesmo só America. Muitos esquecem que o nome oficial do Brasil é “República Federativa do Brasil”, mas ninguém iria querer falar que a nacionalidade é “Republicana Federativa Brasileira”. Voltando ao assunto de signo linguístico, temos o significante e o significado. O significado é a idéia ou a imagem mental que temos de alguma coisa, no caso, a pessoa que nasceu nos Estados Unidos. O significante é uma imagem acústica, a união das letras e o som que elas produzem, no caso, Americano em português, Américaine em francês, Amerikaner em alemão e assim por diante. O significado e significante são chamados de signos e sempre precisam andar juntos, um não é nada sem o outro. Ainda temos a significação, que é o nosso entendimento da palavra “Americano”, que quando a ouvimos, automaticamente sabemos do que estamos tratando, pois já estabelecemos as ligações contextuais existentes através de experiências e conhecimentos aprendidos. Apesar dessa confusão que é entre os significados, significantes e significações, o ponto que quero chegar é que, em nenhum momento houve uma inserção de preconceito ou maldade na palavra “americano”, ela surgiu tão naturalmente como qualquer outra palavra através da mutação que todos os idiomas falados no mundo sofrem. Para mim é o mesmo caso que nos dias de hoje, a mídia está exaustivamente mudando “risco de vida” para “risco de morte”. Por mais correto literalmente que esteja “risco de morte”, a expressão “risco de vida” sempre esteve presente pra significar o que todo mundo já sabe. Para mim soa tão errado ouvir “risco de morte” como ouvir “estadunidense”. Não faz parte da nossa formação linguistica, e não é agora o momento de mudar, isso ficou séculos atrás.

Portanto eu me recuso a usar uma das palavras mais feias da língua portuguesa que é a “estadunidense”. Se temos outra palavra tão bela e sonora que significa o mesmo, não há o porquê de usá-la apenas por um capricho tolo. Infelizmente ainda continuarei tendo aflições ao ver ou ouvir essa palavra.

sábado, 26 de novembro de 2011

Retomando

Três anos atrás esse blog tinha o intuito de apenas tratar de musicais, mas com a correria da faculdade eu acabei deixando para trás. Já faz alguns meses que eu venho pensando em retomar o blog com outra forma, pois sempre tenho muitas coisas em mente que gostaria de colocar para fora, aquele momento que você filosofa sobre algum assunto e não compartilha com ninguém.

Resolvi também deixar o mesmo nome do blog e a imagem do cabeçalho, mesmo estando relacionado diretamente a musicais. Analisando melhor percebi que tem tudo a ver com um blog pessoal. Começando com a escolha do nome "Putting It Together", uma música escrita por Stephen Sondheim para o musical Sunday in a Park with George que resume o que todos nós buscamos dia-a-dia: juntar todas as peças do quebra-cabeça da vida para conseguirmos melhorar em vários aspectos e deixar a tudo mais harmonioso. Já a imagem, para quem conhece o musical "A Chorus Line" fica mais fácil de entender o porquê da minha escolha. O musical que é um dos mais duradores da Broadway mostra os personagens totalmente expostos, falando de suas vidas, seus medos e alegrias, na qual os blogs pessoais estão aí para isso.

Sempre gostei de escrever, e também sempre achei a melhor terapia escrever tudo o que você pensa, nem que seja para ninguém ler. Espero que com essa retomada eu consiga colocar para fora muitas coisas que acabam criando uma angustia dentro de mim, ou mesmo relatar idéias triviais, coisas que gosto ou deixo de gostar.


Art isn't easy
Every word, every line
Every glance, every movement
You improve and refine
And refine each improvement

Link by link, making the connections, yes we do!
Drink by drink, taking every comment as it comes
Learning how to play the politician
Like you play piano, bass and drums
Otherwise you'll find your composition
Isn't gonna get much exhibition

Art isn't easy
Every minor detail is a major decision
Have to keep things in scale
Have to hold to your vision

Bit by bit, putting it together
Piece by piece, only way to make a work of art
Every moment makes a contribution
Every little detail plays a parts
Having just a vision's no solution
Everything depends on execution
Putting it together, that's what counts!